Há tantas notícias de crime por aí que fiquei e pergutando o porquê dessa quantidade.
Primeiro, o que parece mais óbvio, é que há muita criminaldiade à disposição, logo, os jornais devem noticiar.
Porém, num outro momento, a pergunta que fazemos é: como as pessoas conseguem ler tantas notícias de crimes, sendo que cada uma é mais terrível que a outra? Como tolerar?
Por fim, a grande pergunta: que impacto essas notícias causam?
Conquistar tamanho público para essas notícias - já que esses jornaizinhos SUPER vendem - siginifica que as pessoas estão mobilizadas para reverter esse quadro de violência? É uma forma de pressão contra o governo, reivindicando atitudes contra tanto sangue derramado?
Eu achava isso, até lembrar de um caso. Numa rádio famosa por expor a violência, houve uma entrevista ao vivo com um assassino contumaz, alvo das ações policiais: um menino de 12 anos, que já matara, ameaça matar de novo e, fechando o círculo, também era ameaçado de morte. A rádio expôs a conversa desse menino, ameaçando seu rival, ao vivo.
Que imapcto isso tem? Por que as pessoas paravam pra escutar essas ameaças? Aguardavam resposta do rival ou do governo?
O Ministério Público interviu, noticiando a tal rádio pela atitude. Era um menor de idade sendo exposto e incentivado.
Para esses jovens que matam e morrem, o poder do excesso e do risco são fundamentais para motivar o envolvimento em crimes tão fatais. É uma forma de ser reconhecido, mesmo que seja por uma exposição negativa. Quando uma rádio ou um jornal os denuncia, foi uma forma encontrada de ser tornar visível, como alguém que merece muita atenção, afinal, apresenta risco. Alguém que causa!
Tantas notícias em jornais, rádios, TV são nossa versão moderna do coliseu, quando podemos expor a todos os horrores e vibrar pelo excesso do outro. Uma forma de julgar e viver a violência. Aí, acontece exatamento o efeito contrário ao pretendido pela modernidade: ao invés de apaziguar, as notícias servem para retornar com a violência como forma de entretenimento.
Paramos para ouvir porque nos causa, possivelmente, prazer. Ou no mínimo, não causa mais estranhamento. No entanto, não parece que tantas notícias têm realmente levado a menos vioência.
O processo civilizador fica ameaçado. Pedimos mais força, mais prisão, mais penas. E esquecemos de renovar a convivência em grupo que seja controlada pelo grupo, sem uso de armas.
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