Quinta-feira, Junho 01, 2006

Sociologia da vida adulta ou como conciliar vida afetiva com profissional?

Quando vc é criança o mundo é colorido e tudo é fácil e divertido!
Aí a gente cresce e as coisas que eram todas uma massa uniforme de diversão começam a ser classificadas em categorias chatas, tipo: família, vida afetiva, vida profissional, projeto de vida...
Para maior compreensão desses termos, sugiro uma leitura de horóscopo ou revistas femininas.

Mas pra mim agora basta pensar numa divisão básica: indivíduo e grupo; ou vida pesssoal versus vida profissional; ou ainda amor por alguém e amor a uma causa. Como é possível concilar essas coisas na vida adulta?
Algumas fases na nossa vida simplesmente parecem contradizer essas opções, obrigando-nos a tomar decisões sobre qual priorizar. Escolhe-se dedicar ao amor por alguém e tentar encaminhar uma família, mas vc nem tem tempo, porque fica o dia todo por conta de estudar e trabalhar. E se o promeiro estiver mal, aí que vc vai mesmo querer se dopar de trabalho!
Já outras horas, tudo parece bem no trabalho e de repente, a situação na vida pessoal desmorona! O amor ao trabalho vai ter que ceder ao amor à família ou a alguém especial, que resolveu te abandonar... E aí nosso corpo simplesmente não dá conta de tantas atividades!

Ao longo dos anos, nosso cérebro vai sendo treinado pra se dividir nesses dois âmbitos e ele acaba dando ordens ao nosso corpo para que haja da mesma maneira: vc sai de casa triste, mas chega ao trabalho e enxuga as lágrimas. Atravessa a porta e tem que dizer "bom dia", junto a um lindo sorriso. E dependendo dos seus colegas, ninguém nota (ou fingem não notar) que seus olhos ainda estavam vermelhos.
Eu ainda não tive vivência suficiente para avaliar com mais profundidade o peso dessa divisão, mas por enquanto cheguei a uma conclusão que tem me ajudado: sejam quais forem as categorias que o mundo cria, o importante é que vc não se deixe levar por elas inconscientemente. O alívio para as dificuldades que cada lado da vida impõe fica mais fácil quando participamos da escolha das categorias, ou seja, decidimos quem nós queremos ser. E mais ainda: somente quando tivermos segurança sobre nós próprios saberemos que mesmo depois da avalanche, restará alguma coisa - você. Como vi outro dia em Sex and the city, o que importa é o que nós pensamos sobre nós mesmos. Sem esse mínimo de certeza e segurança, não somos nós que vamos ditar a nossa vida, mas o mundo e suas surpresas. Já que não dá pra escapar de muitas regras e imposições, que pelo menos nossa liberdade de escolha seja aproveitada ao máximo.