Confiança no futuro
"Feliz nunca, não, mas de vez em quando a gente fica".
Isso me fez reparar como eu tenho tendência a ser negativa com meu futuro. Já faço sempre um plano B porque acho que tudo vai dar errado. Acabo me contentando com o médio e deixo de sonhar com grandes realizações, seja por medo de que eu fracasse com cobranças alheias, seja por pessimismo mesmo. Já não acredito nas propagandas de margarina que eu gostava tanto e me faziam querer uma casa linda, com cozinha linda, onde minha família e meus cachorros ficassem comigo; já me imagino com emprego médio, sem grandes atribuições, onde eu vou para ganhar um salário de sobrevivente. Claro que esse salário deve ser suficiente pra que eu me sustente, afinal, meu casamento um dia vai dar errado e eu vou ter que ser independente para não ter que suportar um marido traidor e inconsequente...
Nossa, que medo da felicidade. Ela passa do meu lado várias e várias vezes e eu já fico imaginando quando ela vai acabar. Porque ela sempre acaba. Mas sempre volta também e eu faço questão de esquecer isso!
Enfim, todos já estão carecas de saber isso, os filmes sempre trazem essa historinha, mas estou repetindo, mais uma vez, porque parece que são raros os momentos que a gente realmente acredita nesse chavão: preciso viver os bons dias de hoje, pra que eu não passe meus dias amargando o mal que há de vir e perdendo meus melhores momentos. E quero dizer que vocês que lêem essas minhas historinhas são parte daqueles com quem compartilho esses bons momentos. Vocês sabem disso, né?
Já começo com minhas promessas de ano novo, então: prometo ser menos amarga, mais bem-humorada, mais atenta ao presente e com grandes e imensos planos pro futuro. Inclusive meu projeto de cozinha da propaganda de margarina.
