Filmes recentes
Assisti a um bocado de filmes esses dias que me fizeram pensar tanto e instantaneamente ter uma vontade de mudar, mas não vou escrever muito sobre eles, porque não consigo. Espero que possam assistir também e tirar suas próprias impressões:
Volver, do Almodóvar.
Melhor filme que já vi dele, com certeza! Lindo, triste e divertido, como é Almodóvar. Senti orgulho de ser mulher e de poder lembrar de tantas outras que conheço e admiro, pela força que têm e pela capacidade de fazer loucuras súbitas pelo que acreditam. (Muita saudade da Luciana, minha amiga...). Agir por amor, simplesmente. Não é outro confronto entre sexos que proponho, mas acho que são vcs, homens, que têm que tentar dizer se há algo que torna nós, mulheres, tão especiais assim. Do lado de cá, a melhor explicação que encontro é uma que ouvi num filme (Os garotos da minha vida): um pai explicava a seu filho que "uma mulher pode estar brava o quanto for com vc, mas diga a ela que vc precisa de ajuda e ela se comove".
Zuzuangel
Pena que o filme do Lamarca não tenha tido a mesma divulgação deste, mas tudo bem, vale a pena. Outro filme sobre ditadura no Brasil e isso me dava preguiça. Só que este é contando a história real de uma mãe que perde seu filho e muda completamente sua vida pra tentar buscar justiça. No final, vi que certos temas nunca são demais e a ditadura brasileira é um deles.
Minha mãe me disse no final que fica feliz por eu ter nascido em 1983, pois do contrário eu estaria envolvida nos movimentos estudantis contra ditadura. Acho que não, sou muito medrosa.
De todo jeito, amanhã faço 24 anos e fico pensando qual a "batalha" que minha época me reservou. Motivos não faltam, mas como a democracia cria ares mais suaves para o país, a gente vai levando, sem pensar muito o que poderia fazer. Quando se vive no extremismo, cada atitude é pensada e analisada sob algum viés político. Isso é chato e torturante, porém o oposto - viver com botão de fodas ligado - é uma opção...triste. Certas ingenuidades já não são mais permitidas, como acender um cigarro de maconha e não pensar no que há por trás disso. Acho que a batalha de hoje se vive assim, com pequenas mudanças.
Mais estranho que ficção
Nenhuma vida deve ser mais entediante que a do persongaem central e, no entanto, em dado momento ele consegue mudar isso e, melhor, acaba afetando a vida de outros também. Acho que é por isso que gosto de Sociologia, pra poder pensar nessa relação de um no todo, indivíduo e sociedade, rede... Faz tudo ficar parecer mais importante!
Volver, do Almodóvar.
Melhor filme que já vi dele, com certeza! Lindo, triste e divertido, como é Almodóvar. Senti orgulho de ser mulher e de poder lembrar de tantas outras que conheço e admiro, pela força que têm e pela capacidade de fazer loucuras súbitas pelo que acreditam. (Muita saudade da Luciana, minha amiga...). Agir por amor, simplesmente. Não é outro confronto entre sexos que proponho, mas acho que são vcs, homens, que têm que tentar dizer se há algo que torna nós, mulheres, tão especiais assim. Do lado de cá, a melhor explicação que encontro é uma que ouvi num filme (Os garotos da minha vida): um pai explicava a seu filho que "uma mulher pode estar brava o quanto for com vc, mas diga a ela que vc precisa de ajuda e ela se comove".
Zuzuangel
Pena que o filme do Lamarca não tenha tido a mesma divulgação deste, mas tudo bem, vale a pena. Outro filme sobre ditadura no Brasil e isso me dava preguiça. Só que este é contando a história real de uma mãe que perde seu filho e muda completamente sua vida pra tentar buscar justiça. No final, vi que certos temas nunca são demais e a ditadura brasileira é um deles.
Minha mãe me disse no final que fica feliz por eu ter nascido em 1983, pois do contrário eu estaria envolvida nos movimentos estudantis contra ditadura. Acho que não, sou muito medrosa.
De todo jeito, amanhã faço 24 anos e fico pensando qual a "batalha" que minha época me reservou. Motivos não faltam, mas como a democracia cria ares mais suaves para o país, a gente vai levando, sem pensar muito o que poderia fazer. Quando se vive no extremismo, cada atitude é pensada e analisada sob algum viés político. Isso é chato e torturante, porém o oposto - viver com botão de fodas ligado - é uma opção...triste. Certas ingenuidades já não são mais permitidas, como acender um cigarro de maconha e não pensar no que há por trás disso. Acho que a batalha de hoje se vive assim, com pequenas mudanças.
Mais estranho que ficção
Nenhuma vida deve ser mais entediante que a do persongaem central e, no entanto, em dado momento ele consegue mudar isso e, melhor, acaba afetando a vida de outros também. Acho que é por isso que gosto de Sociologia, pra poder pensar nessa relação de um no todo, indivíduo e sociedade, rede... Faz tudo ficar parecer mais importante!
