Terça-feira, Setembro 11, 2007

Coesão social

América Latina e Caribe estão hoje repletos de ruídos que não são compreensíveis aos atores que devem compartilhar um espaço concreto de interação. E as razões são múltiplas”. Fernando Filgueira

Gostei desse texto (http://www.4shared.com/file/22768790/73cd41a/Artigo_-_Cohesin_riesgo_y_arquitectura.html). Fala de coesão social como termo que se mantém nas Ciências Sociais atuais - empirista- apesar de sua dificuldade de definição, porque está associado a ação cooperativa.

Uma possível definição é entender coesão social como um modelo normativo que garante interação e comunicação entre agentes, de modo que facilita reação aos riscos sociais, outro conceito.

Riscos sociais são vulnerabilidades tantos estruturais, como idade, gênero, doenças, quanto vulnerabilidades criadas como violência, desemprego, analfabetismo.

Quando rompemos a coesão social, os riscos se tornam difíceis de serem reconhecidos, porque se concentram em alguns grupos que emitem "ruídos" pouco inteligíveis aos outros. Daí dizer que América Latina está repleta de ruídos.

Além de olhos científicos, precisamos de ouvidos cooperativos pra escutar e entender os riscos que criamos para nós todos. Afinal, ainda somos um nós, não é mesmo?

O que diriam os magos?

Achei engraçado hoje ser dia11 de setembro e ter tido um eclipse. Lembrei daquele filme Apocalyptico e fiquei pensando como interpretaríamos essa coincidência há uns bons anos atrás... Quem deveríamos sacrificar pra nos desculpar desses erros passados?

Não consigo encontrar nenhuma resposta positiva na ciência para tanta violência. O que diriam os magos? Alguém poderia ao menos me contar uma boa estória?

Domingo, Setembro 09, 2007

Gentilezas

Voltando agora do feriado, estou muito feliz com a sensação de "juntamos toda a família e ficamos em harmonia". Além disso, li o Dimenstein falando de atitudes em SP que cultivam a civilidade urbana, como Dia do trânsito sem carro. Fiquei otimista!

Faz muito bem quando deixamos um pouco de lado toda a vontade de nos destacarmos no grupo, adotando linguagens e "habitus" de distinção, para optarmos por uma linguagem que permite uma comunicação universal. Eis o papel das gentilezas. Nada custoso dizer obrigada, por favor, que comida gostosa, dar um sorriso... e tanto efeito se tem!

Podíamos ter voltado da viagem falando uns dos outros, reclamando, atentando para aquele errinho... mas muito melhor quando a gente se une pra relembrar as risadas que demos, pra dizer como foi bom termos nos encontrado, dar um abraço, um beijo...

Para além da família, vale exercitar esses comportamentos no dia-a-dia, no trabalho, na rua, na escola. É muito bom quando enxergamos no outro, principalmente naquele que de início parecia um estranho, algo em comum ou uma pequena cumplicidade.

Adorei o feriado em família, relembrando um passado de união! Adorei receber a ligação de uma estranha que teve o trabalho de me procurar para devolver minha carteira de motorista. Espero conseguir retribuir essas gentilezas. Faz bem à saúde de uma vida em sociedade!