Reportagem EM- OSCIPs
Olha que medo!
Um projeto de lei, de autoria do governador Aécio Neves (PSDB), que altera a legislação estadual que dispõe sobre classificação de entidades como Organização Social da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) promete gerar polêmica no Legislativo nesse fim de ano. A proposta, que será
apreciada hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, traz uma série de flexibilizações. Acaba, por exemplo, com o prazo mínimo necessário a
uma pessoa jurídica de direito privado para se tornar Oscip.
O Projeto de Lei 1.582/07 altera o artigo 3 da lei mineira, de 2003, que traz as regras para a qualificação como Oscip. Atualmente, as empresas precisam não ter fins lucrativos, estar em atividade e serem constituídas há “pelo menos dois anos”. A nova regra retira o prazo, bastando apenas a empresa ter objetivos sociais e normas estatutárias em conformidade com a lei das Oscips. A exigência de dois anos foi estabelecida pela própria Assembléia. Quando o então projeto de 2003 foi encaminhado pelo Executivo, foi estabelecido um ano como período necessário e os deputados ampliaram para dois. O projeto acaba ainda com a necessidade de realizar processo de seleção para a celebração de termo de parceria com o poder público. Na lei atual está prevista a publicação da minuta do termo de parceria no Diário Oficial e, quando houver possibilidade de mais de uma Oscip prestar os serviços, há previsão de processo seletivo. O projeto modifica o inciso, condicionando o termo apenas à consulta à Advocacia-Geral do Estado.
Outro ponto polêmico do projeto é o que abre brecha para reduzir a obrigatoriedade de realização de auditoria externa da aplicação dos recursos destinados às Oscips. No projeto, as auditorias passam a ser obrigatórias “nos limites, valores e condições definidos em regulamento”. Essa delimitação será posterior, por decreto do Executivo. Diante das dúvidas sobre a matéria, a Comissão de Participação Popular aprovou requerimento para realização de reunião conjunta com a Administração Pública sobre a matéria. O objetivo é esclarecer os objetivos da flexibilização proposta na lei das Oscips. “Preocupa-nos a extrema flexibilização do PL, que dispensa a exigência de experiência nas áreas das entidades possíveis de serem parceiras”, justificou o presidente da CPP, André Quintão (PT). Outro problema, segundo o petista, é a “extinção de critérios de seleção e acompanhamento dos conselhos de políticas públicas.”
Segundo o líder do governo, Mauri Torres (PSDB), não serão as mudanças
previstas no projeto que irão desencadear a má aplicação de recursos públicos.
“Com tantas imposições colocadas não tem problema, tem que haver é responsabilidade de quem faz os projetos e os gerencia”, afirmou. O líder afirmou
que o projeto será debatido e ainda pode ser modificado, mas adiantou que a
flexibilização está sendo proposta para permitir as parcerias com um número
maior de empresas. “O fato de uma empresa ter dois anos de funcionamento, ou
não, não quer dizer que ela terá mais rigor ou eficiência na aplicação de
recursos.” Quanto à fiscalização das atividades, Mauri disse que ela será feita
posteriormente e “pode até ser feita no sentido de dar mais rigor.”
Fonte: Estado de Minas
Um projeto de lei, de autoria do governador Aécio Neves (PSDB), que altera a legislação estadual que dispõe sobre classificação de entidades como Organização Social da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) promete gerar polêmica no Legislativo nesse fim de ano. A proposta, que será
apreciada hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, traz uma série de flexibilizações. Acaba, por exemplo, com o prazo mínimo necessário a
uma pessoa jurídica de direito privado para se tornar Oscip.
O Projeto de Lei 1.582/07 altera o artigo 3 da lei mineira, de 2003, que traz as regras para a qualificação como Oscip. Atualmente, as empresas precisam não ter fins lucrativos, estar em atividade e serem constituídas há “pelo menos dois anos”. A nova regra retira o prazo, bastando apenas a empresa ter objetivos sociais e normas estatutárias em conformidade com a lei das Oscips. A exigência de dois anos foi estabelecida pela própria Assembléia. Quando o então projeto de 2003 foi encaminhado pelo Executivo, foi estabelecido um ano como período necessário e os deputados ampliaram para dois. O projeto acaba ainda com a necessidade de realizar processo de seleção para a celebração de termo de parceria com o poder público. Na lei atual está prevista a publicação da minuta do termo de parceria no Diário Oficial e, quando houver possibilidade de mais de uma Oscip prestar os serviços, há previsão de processo seletivo. O projeto modifica o inciso, condicionando o termo apenas à consulta à Advocacia-Geral do Estado.
Outro ponto polêmico do projeto é o que abre brecha para reduzir a obrigatoriedade de realização de auditoria externa da aplicação dos recursos destinados às Oscips. No projeto, as auditorias passam a ser obrigatórias “nos limites, valores e condições definidos em regulamento”. Essa delimitação será posterior, por decreto do Executivo. Diante das dúvidas sobre a matéria, a Comissão de Participação Popular aprovou requerimento para realização de reunião conjunta com a Administração Pública sobre a matéria. O objetivo é esclarecer os objetivos da flexibilização proposta na lei das Oscips. “Preocupa-nos a extrema flexibilização do PL, que dispensa a exigência de experiência nas áreas das entidades possíveis de serem parceiras”, justificou o presidente da CPP, André Quintão (PT). Outro problema, segundo o petista, é a “extinção de critérios de seleção e acompanhamento dos conselhos de políticas públicas.”
Segundo o líder do governo, Mauri Torres (PSDB), não serão as mudanças
previstas no projeto que irão desencadear a má aplicação de recursos públicos.
“Com tantas imposições colocadas não tem problema, tem que haver é responsabilidade de quem faz os projetos e os gerencia”, afirmou. O líder afirmou
que o projeto será debatido e ainda pode ser modificado, mas adiantou que a
flexibilização está sendo proposta para permitir as parcerias com um número
maior de empresas. “O fato de uma empresa ter dois anos de funcionamento, ou
não, não quer dizer que ela terá mais rigor ou eficiência na aplicação de
recursos.” Quanto à fiscalização das atividades, Mauri disse que ela será feita
posteriormente e “pode até ser feita no sentido de dar mais rigor.”
Fonte: Estado de Minas
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