Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

Aniversário de BH

BH faz 110 anos hoje. Parece muito, mas não é.

Outro dia, lendo a Revista da Laje e ouvindo Rodrigo, soube que no Aglomerado Santa Lúcia há uma casa de mais ou menos 115 anos! A cidade começou no morro e hoje, ninguém sabe dessa casa... as prioridades da prefeitura apagam muita gente.

Mas postei isso porque BH é um lugar que gosto muito, só que desde que mudei pra região central, tem uma coisa que me incomoda: tem sempre uma casa sendo destruída pra se construir um prédio na região centro-sul!

Se já há poucas casas velhas e bonitas em BH, elas estão se acabando porque a cada dia surge um novo edifício de vários andares pra ocupar o terrenão de alguma casa bonita. Pior: edifícios cinzas, fechados, feios! Olha a rua Cláudio Manoel entre Pernambuco e Sergipe! Na rua Pernambuco, ao lado da Vila Árabe também tinha uma casa linda que se acabou. Na rua Fernandes Tourinho quase esquina com Bahia também estão construindo um monstro de edifício num lugar que tinha uma casona bonita. E aquela casa ao lado da escola de Arquitetura da UFMG? Acho que é tombada, mas ninguém cuida e a casa vai tombar literalmente qualquer dia!

Além de edifícios que enfeiam e esquentam nossa cidade (Belvedere é um paredão que enfeia a entrada de BH que já foi bonita), há os mil banners gigantes espalhados pela cidade. A prefeitura deve arrecadar uma nota com esses anúncios! SP proibiu os cartazes tampando a cidade e ficou tão mais bonito! A Folha de São Paulo mostrou uma foto comparativa e o resultado impressiona.

Por fim, que invasão de empresas de celular é aquela na Savassi? O café Três Corações se foi e ninguém fez nada... o mercado de Santa Tereza vai ser da Guarda Civil e o abraço coletivo proposta não impediu isso... Gosto muito da gestão da PBH, mas em matéria de urbanização, estamos muito mal!

E já que ano que vem tem eleição, podíamos ficar de olho nesse lobby das construtoras, de publicidade e celulares que cismam em deixar feia nossa cidade. Só porque temos só 110 anos vamos apagar nosso passado? Como disse no início, as prioridades de uma prefeitura podem apagar muita gente.

CPMF e recursos públicos

Não sou contra a CPMF, apesar de achar que a alíquota poderia variar de acordo com o saldo bancário de cada um: quando todos pagam a mesma alíquota, o imposto se torna regressivo.

Meu problema com os impostos é que tem uma conta que nunca se faz: quanto poderíamos cortar de tributos caso cortássemos o desperdício?

Trabalhando em órgão público fica evidente o quanto se joga dinheiro público fora. Não vou dar exemplos próximos por questão de ética, mas alguns casos que me foram contados ilustram isso.

Um colega de sala fez estágio numa secretaria e realizando análise do setor, descobriu que a maior parte das viagens que o carro da secretaria faziam eram para a padaria: "buscar café" era a justificativa das solicitações.

Em dado local da Justiça Federal, esbanjando recursos, há uns anos atrás não havia controle de estoque: você chegava no almoxarifado e pegava o quanto queria do que quisesse, sem nem precisar assinar nada.

Estoque ainda hoje é um setor de pouco destaque, mas que começa a ganhar atenção exatamente pelo problema de desperdício e mau controle feito do material de consumo.

Mas não fiquem com a impressão que há uma fartura no setor público... No estado, apesar do mau controle e do esbanjamento em alguns locais, o quadro geral é que há locais com muito e outros, com nada! Principalmente aqueles locais que atendem pessoas que a sociedade quer ver longe...

Basta olhar quanto de recurso cada secretaria recebe e perceber as prioridades.
Para os curiosos, o orçamento estadual está on-line. Site:

http://www.seplag.mg.gov.br/governo/planejamento/orcamento/orcamento.asp

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Blog do Sapori: tirem suas dúvidas sobre segurança pública!

Olha que coisa: fui eu hoje fazer última prova da FJP, com atraso e, assim, na sala do professor. Acontece que os gabinetes da FJP são separados por uma parede fina, o que significa que se fala alguma coisa e facilmente quase todo o corredor escuta.

Estou eu lá concentrada em explicar o rombo da previdência e o sentido de uma reforma, utilizando argumentos do Giambiagi (o que poderia render um post para debate, inclusive), quando ao lado está o professor Sapori - o Luis Flávio, ex secretário-adjunto da Defesa Social- falando ao celular que tem um blog no Uai para discutir segurança pública!

Procurando agora, encontrei o endereço: http://blog.uai.com.br/blog/lusapori/seguranca/

Recomendo porque é a visão de alguém com perfil da Universidade, que conheceu de perto o governo e as políticas e agora volta pra Academia disposta a debater, sem censura. Senão não criaria um blog!

Aliás, muito bacana essa coisa de blog! Como pegou! Tenho altos professores com blog ou escuto comentários no jornal sobre repórteres ilustres que escrevem com liberdade nos seus blogs. Ao invés de serem censurados, parece que eles retomam uma confiança e reconhecimento da profissão.

Lembrando que escrever por escrever é ótimo, mas dispor-se ao debate é o melhor. Por isso, recomendo blog do Sapori.

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Sabia?

Aprendi que fundo preto gasta menos energia e por isso mudei cor do Blog. Coisas pequenas que não custam nada mudar, né?

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