Terça-feira, Setembro 30, 2008

Minha passagem pro mundo adulto.

Eu não sou uma pessoa muito segura e sempre fui bem protegida na minha família. Não, não estou estabelecendo relação de causa e efeito até porque minha mãe, no que se refere a esforço profissional, nunca pegou leve. Antes, incentivava a mim e minha irmã a ralarmos muito pra termos retorno, pois foi assim que ela conseguiu o que tem. Meu pai o mesmo. Sempre conta os mil trabalhos que teve e os bicos que já fez pra conseguir uma graninha no fim do mês.
Mas dadas minhas características-problema, tenho que dizer que fui convocada pelo rápido mundo em mudança à minha volta pra seguir o ritmo: hora de enfrentar os medos, assumir responsabilidades, perceber que já não tenho o ambiente acadêmico que aceitava todas as visões como técnicas – agora soo como crítica ao trabalho alheio – nem a descontração dos colegas de sala, companheiros de momentos. Entrei pra um ambiente em que a maioria já está há muito tempo e onde h[a quase nenhum espaço para dúvidas ou discordâncias. Vc se torna a organização. O trabalho faz isso com vc, quase um Big Brother, no sentido do final do livro, quando o personagem assume que realmente amava o Grande Irmão – se não pode vencê-los, junte-se a eles.

Estou me refazendo, conhecendo e construindo uma nova eu. Já posso listar meus objetivos, tal qual aquelas listas de auto-ajuda ou e-mails de power point:
- Reclamar menos e fazer mais;
- Agraciar as pessoas com sorrisos e casos divertidos pra descontrair;
- Ter bom senso pra saber quando fazer isso
- Descobrir o que é esse tal bom senso.
- Saber ser criticada e ainda assim não viver o fim do mundo com isso.

Ah, e nada coo mudar a aparência pra se sentir realmente mudando. Assim, cortei meu cabelo. Mudança radical, tal qual a vida tem me pedido. Apertei meu F5 e estou me renovando. É sempre bom poder se reconstruir.

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Quarta-feira, Setembro 03, 2008

Cerveja e azeitona

Estou de volta! Neste momento, tão feliz que entrei no blog pra anunciar que estou bebendo uma cerveja (que tá na geladeira desde aniversário da Tatá), comendo azeitonas e escutando meu novo Nina Simone. Tão prazeroso quanto não acontecia há tempos.

Entrei tb pro mundo dos adultos agora que trabalho 8h por dia e percebi que o difícil mesmo é arrumar emprego, porque feito isso, acabaram-se as provas, trabalhos em grupo pra se apresentar lá na frente, os textos gigantes pra se ler pra amanhã... ralo o dia todo, mas chego aqui e sou livre! (Até então).

Ao lado dessa alegria, to completamente ansiosa: seja por ganhos privados (dinheiro mesmo pra me bancar e comprar meu sonhado apê), quanto ganhos públicos. Voltar de país rico dá nisso. Vc se questiona: como não temos metrô que conecta a cidade toda?? Como não temos mais parques espalhados pela cidade? ComoBH se divide tanto entre pobre-feia X rica-bonita? É uma cara-de-pau que dá medo!

Plena época de campanha e o candidato que desponta só fala em continuação.... alguém pensou que tem muita coisa ruim? Eu vejo no meu dia-a-dia que a PBH dá saltos a frente da RMBH, mas não dá pra nivelar por baixo! Em SP, tem livro por R$5,oo nas estações de metrô! Eles acabaram de invetar esquema de alugar bicicleta na estação pra continuar o caminho. Cadê a inovação de BH??? Não andamos, engatinhamos por aqui!

Claro, a zona sul ganha shopping, festivais e não sei mais o quê, quem vai se preocupar com o que acontece nas beiradas? Eu já morei longe e imagino o estrago, por exemplo, que essa chuva forte (não vi, mas me contaram) fez por lá. Era dar um trovão que a luz acabava! Enquanto isso, a CEMIG faz propaganda de que tá bombando na Bolsa de NY... pufff

Vamos votar numa CIDADE bacana, não num bairro bacana!

Lista abaixo para aqueles que querem morar numa cidade agradável e segura PRA TODOS!

- Ana Carolina Utsch Corrêa