Eu já repeti essa frase mais de uma vez, mas ainda aos 28 anos, me assusta como é difícil pra mim entrar pro mundo adulto.
Já postei aqui (acho) uma frase que ouvi no começo da 2ª faculdade: "aos 20 anos, todos os erros são perdoáveis". (Ou algo assim). Mas agora que to mais pros 30, envolvida no mundo do trabalho que se diz racional, apesar de ser uma puta loucura, vendo meus pais envelhecerem sem muito conforto emocional, e descobrir a fragildiade no mundo e em mim, preocupo-me com o "ser adulta".
Duas preocupações mais fortes:
- adulto tem que tomar decisões e arcar com elas sozinho, fingindo que sabe o que tá fazendo, quando logo se descobre que NUNCA se tem muita clareza do que se faz;
- adulto tende a debater menos suas idéias, exatamente porque tem que tomar decisões e passa a não querer dar o braço a torcer quando erra. E como erra muito, vai se tornando um cabeça-dura, mal-humorado e qua fala mal de todos que discordem dele.
O adulto é capaz de repetir aqueles erros que criancinhas cometem no jardim de infância que sua mãe ou sua escola ensinaram que são feios, muito feios. Como não contratar alguém porque ele é feio; ou não conversar com fulano assuntos profissionais porque vocês brigaram; aliás, brigar com alguém por causa de trabalho é o ó!
Enfim, ser adulto é padecer no planeta Terra, que está cada dia mais quente e em risco graças às nossas posturas individuais, e pouco sujeitas ao debate.
1 comentários:
Existe aí um trade-off entre ser democrático e ser eficiente. Só lembrando que, quando você é jovem, não existia a menor possibilidade de você achar que estava errado enquanto sonhava com suas ideias tresloucadas. Você tomava a decisão sem conversar com ninguém, porque ela era simplesmente boa demais pra precisar debatê-la com quem fosse contrário! Mas é verdade que não existe maturidade que supere a eterna natureza humana de ver as coisas de uma maneira inflexível e egoísta: there's no place like home!
Postar um comentário